Pelo planejamento, está previsto a cada setor produtivo um plano de trabalho em horários diferenciados com o objetivo de reduzir o número de trabalhadores nos horários de pico do transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR). Cada atividade econômica também terá um protocolo de funcionamento específico com três eixos: regras de distanciamento social; de higiene, de comunicação e monitoramento. “Os técnicos avaliaram cada atividade econômica, sua essencialidade, os cuidados com a saúde e a relevância na geração de empregos”, contou Schwambach.
Com essa suspensão das atividades econômicas, Pernambuco deixou de arrecadar muito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que representa 74% de toda receita corrente líquida do Estado. A estimativa anunciada pela secretaria da Fazenda de Pernambuco é que o Estado tenha queda de R$ 3,7 bilhões na arrecadação do ano. “Em março deixamos de arrecadar R$ 90 milhões, que foi naquele início de pandemia. Em abril, com a pandemia crescente, foram R$ 246 milhões a menos. Em maio, a previsão é de arrecadar entre R$ 545 milhões e R$ 550 milhões a menos da principal receita de Pernambuco”, explicou o secretário da Fazenda, Décio Padilha.
A expectativa é que junho e julho ainda sejam de queda. “O efeito vai até o final do ano, ou seja, até lá a economia estará retraída”, disse Padilha, ao informar que Pernambuco teve um gasto de R$ 950 milhões que não estava previsto no orçamento, para o combate à pandemia.
Ainda de acordo com Padilha, o pacote de socorro financeiro do Governo Federal anunciado nesta quinta-feira (28) é insuficiente. “O cenário é muito adverso. Temos um plano para enfrentar, mas precisamos de ajuda federal porque o déficit de caixa do governo no Estado já é de R$ 2 bilhões”, informou o secretário. (Folha de PE)
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