Pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Efésios 6:12
Às vezes a luta mais cansativa do dia não é contra uma pessoa nem contra uma situação, é contra um pensamento que não sai da cabeça, contra o desânimo que volta sem motivo aparente, contra a vontade de desistir de algo que sabemos ser certo.
Paulo escreve isso depois de capítulos inteiros pedindo unidade, paciência e amor entre irmãos, entre marido e mulher, entre pais e filhos. Quando ele diz que a luta não é contra carne e sangue, ele está corrigindo um erro comum: tratar a pessoa que te machucou como o verdadeiro inimigo.
Isso não significa que conflitos humanos não sejam reais ou que você deva ignorar quem te fez mal. Significa que, por trás de muita discórdia, existe uma disputa mais profunda, espiritual, que não se resolve atacando a pessoa à sua frente.
Repare também onde essa batalha muitas vezes acontece primeiro: na mente.
As armas com que lutamos não são as armas do mundo. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.
2 Coríntios 10:4-5
Muita guerra espiritual acontece silenciosamente, num pensamento que você aceita sem questionar: “você não vale nada”, “isso nunca vai mudar”, “Deus não está aí”. Vencer essa batalha começa por examinar o que você está deixando entrar na mente.
A armadura que Deus oferece (verdade, justiça, fé, salvação, a Palavra) não é para atacar ninguém; é para você continuar de pé.
Você não está lutando sozinho contra o que não vê, e a maior parte da luta se vence ficando firme, não atacando quem está ao seu lado.









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