
O ministro de Minas e Energia não tem o vazamento de óleo sob sua alçada, mas, como “marinheiro por 46 anos”, e almirante de esquadra, último posto da Marinha, Bento Albuquerque conhece de rotas e navios mais do que alguns dos porta-vozes do governo sobre o vazamento de óleo na costa do Nordeste. E sua posição é mais ponderada que a média.
Durante um dos intervalos de sua programação na China, onde integra a comitiva presidencial, ele trouxe um dado novo ao debate: a relação entre os embargos comerciais, o contrabando de óleo e os vazamentos.
— O maior vilão do vazamento de óleo no mar é o contrabando, diz Bento.
Para o ministro, os navios que fazem o transporte clandestino de óleo não passam pelas inspeções. O Brasil já acionou a OEA para investigar a Venezuela sobre suas suspeitas de que o óleo, pelas características de viscosidade, seja a origem do óleo derramado no litoral do Nordeste.
O que não se lembra, afirmam Bento, é que a Venezuela, além de produzir um óleo parecido com o que foi encontrado, é também vítima de embargo comercial liderado pelos Estados Unidos, o que fomenta o contrabando do óleo. Com informações de O Globo.









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