Ninguém viu as tuas pegadas. (Sl 77.19)
As marcas de Deus estão em toda parte. Os céus declaram a sua glória, o firmamento proclama a obra de suas mãos, sua voz ressoa por toda a terra e sua glória é cantada nos céus (Sl 8.1; 19.1-4). As aves do céu, os peixes do mar, os animais da terra, os lírios dos campos, a imensidão do universo, as alturas das cordilheiras, as profundezas dos mares, o sol e a chuva, o inverno e o verão, as flores e os frutos, as riquezas da superfície e as riquezas do subsolo, a água doce e a água salgada, a cor e o perfume, a evaporação e a precipitação, as geleiras e os desertos, o tato e o paladar, a visão e a audição, a harpa e o tamborim, a mulher e o homem, o amor e a sexualidade, a criança e o idoso, a misericórdia e o perdão – são marcas visíveis do Deus invisível. O êxodo, a abertura do mar Vermelho, o maná, a coluna de fogo, o toldo móvel, o templo móvel, a água da rocha, o Decálogo, o santo dos santos, a oferta pelo pecado, a terra que mana leite e mel – são marcas indeléveis de Deus na história da redenção.
Que mais se poderia desejar? Que mais se poderia sugerir? Que mais se poderia suplicar?
A despeito dessa superabundância, o salmista denuncia: “Ninguém viu as tuas pegadas!” (Sl 77.19).
Retirado de Um Ano com os Salmos [Elben César]. Editora Ultimato.









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