Não se mate de trabalhar, tentando ficar rico, nem pense demais nisso. Pois o seu dinheiro pode sumir de repente, como se tivesse criado asas e voado como uma águia. (Provérbios 23.4-5, NTLH)
No púlpito da montanha, Jesus desencoraja a corrida pelo vil metal: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e os ladrões arrombam e roubam”. Porém, a mensagem não é apenas negativa; ela tem também um elemento positivo: “Ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las” (Mt 6.19-21).
Essa é a primeira vez que se fala mais abertamente sobre a diferença entre o ter e o ser. Riquezas na terra é uma coisa; riquezas no céu, é outra. O campo do ter começa e termina. O campo do ser começa e continua além do véu. O ter termina no momento do assalto, no momento do colapso financeiro, no momento da morte ou no momento do fim do mundo. O ser invade a eternidade e lá permanece.
O que Jesus pretende nesse sermão é remover o centro de atração do ser humano caído e substituí-lo por outro, pois “onde estiverem as suas riquezas [na terra ou no céu], aí estará o coração de vocês” (Mt 6.21).
— Ajuda-me, ó Deus, a ajuntar riquezas no céu e não na terra!
Retirado de Refeições Diárias com Jesus [Elben César]. Editora Ultimato.









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