“Não se fala em adversário, nem de bem e nem de mal”- ensinava o ex-governador Miguel Arraes, lembrando que um elogio a um adversário político poderia ser explorado em uma campanha eleitoral e uma crítica criar outros problemas, se fosse necessário fazer uma aliança com o criticado. É conhecida na política pernambucana o caso do ex-governador Jarbas Vasconcelos que passou pelos dissabores de ver uma declaração elogiosa que fez ao prefeito do Recife Joaquim Francisco ter sido exposta quando enfrentou o mesmo na eleição para governador em 1990.
O ex-governador João Lyra, pai da governadora Raquel Lyra, viu sua entrevista à Rádio Cultura de Caruaru, esta sexta-feira, na qual elogiou o prefeito João Campos ser explorada politicamente nas redes sociais. “Eu acho que João Campos é muito jovem ainda. Ele está fazendo um bom trabalho no Recife, sem dúvida. Tem boa imagem, foi reeleito com mais de 70% dos votos”- disse Lyra. Não durou muito para a declaração ser reproduzida nas redes sociais em função da grande possibilidade da governadora ter João como seu adversário na eleição para governador em 2026.
Na mesma entrevista, após o elogio, o ex-governador disse não acreditar que João Campos será candidato no próximo ano, alegando que Raquel vai estar muito bem na aprovação popular e ele pensará duas vezes antes de se desincompatibilizar. Mas este adendo não foi às redes pois, como é normal na Internet, quem posta e quem lê só está interessado no que produz likes.
Mas não foi só essa a exploração da entrevista de João Lyra feita na Internet. Também ganhou destaque sua declaração sobre a candidatura de Lula em 2026. Ele disse sobre isso que “é importante saber a hora de parar” adiantando que o presidente tem 79 anos e há dúvidas de que disputará a reeleição. “Joe Biden foi candidato à reeleição nos Estados Unidos e na pré-campanha desistiu porque percebeu que não tinha mais condições de ser candidato a presidente. Lula já cumpriu três mandatos. Daqui a um ano, a avaliação da sociedade, nessa velocidade que nós temos nas redes sociais, é que vai definir isso”. E mandou um recado: “Ele tem que avaliar se tem condição de ser o candidato que o Brasil precisa”. (Blog Dellas)











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