Até quando, Senhor? Vais te esquecer de mim para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Salmos 13:1
Há orações que saem mais como grito do que como pedido educado. Quando parece que Deus está calado, é fácil pensar que fizemos algo errado, ou que oração só funciona quando sentimos Deus perto.
David começa este salmo com a mesma pergunta repetida quatro vezes em poucas linhas: “Até quando, Senhor?”. Ele não suaviza a queixa nem finge estar em paz. A Bíblia registra essa oração exatamente como ela saiu, crua e sincera.
Isso ensina algo sobre orar: Deus não pede que você chegue arrumado para falar com Ele. A queixa honesta também é oração, tão válida quanto o louvor, porque ainda é você se dirigindo a Deus, e não se afastando dele.
O mesmo salmo, que começa em lamento, termina em confiança:
Mas eu confio no teu amor; o meu coração se alegra na tua salvação. Cantarei ao Senhor, porque ele tem sido bom para mim.
Salmos 13:5-6
Repare que nada mudou na circunstância entre o primeiro e o último versículo. O que mudou foi o lugar de onde David falava: ele continuou orando até a queixa virar confiança de novo.
Deus não se ofende com a sua sinceridade na oração; Ele se aproxima dela.









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