“Eu te louvo porque me fizeste de modo assombroso e admirável. As tuas obras são maravilhosas! Sei disso muito bem.”
Salmos 139:14 (NVI)
Existe um medo que quase ninguém diz em voz alta, mas que muitos de nós carregam: o medo de não ser suficiente. Suficiente para o trabalho, para o casamento, para os filhos, para a igreja, para a própria vida. É um medo silencioso, que não grita, só corrói por dentro, comparando, cobrando, nunca satisfeito com o que já somos.
Davi escreve o Salmo 139 depois de contemplar algo enorme: que Deus o conhece por completo, cada pensamento, cada palavra antes de ser dita, cada dia da sua vida escrito antes mesmo de existir. E é dentro dessa contemplação que ele chega a essa frase: “me fizeste de modo assombroso e admirável.” Não é um elogio vago. É a conclusão de alguém que percebeu que foi formado com intenção, não produzido às pressas nem por acaso.
O medo de não ser suficiente nasce, quase sempre, de medir o próprio valor pelo que fazemos ou pelo que ainda falta fazer. Mas o Salmo 139 mede o valor de outro jeito: pelo cuidado de quem formou. Antes de você produzir qualquer coisa, você já era obra admirável. Isso não apaga a necessidade de crescer, de trabalhar, de se esforçar. Mas tira o crescimento do lugar errado, o de provar que você merece existir, e coloca no lugar certo, o de responder com gratidão a algo que já lhe foi dado.
Quando o medo perguntar “será que eu sou suficiente?”, a resposta certa não é uma lista de conquistas. É lembrar quem fez você, e como fez.








Deixe seu comentário: