Atos 11.15-17; 2 Coríntios 7.1
Os três estágios encontrados em Gálatas 5.16-18 são a vida do Espírito, o desejo do Espírito e a direção do Espírito. Devemos retomar a meditação sobre esses estágios.
Na conversão, introduz-se na alma uma nova vida, a vida do Espírito; você nasce do Espírito. O nascimento do Espírito pode ser muito tranquilo, como “um nascer do sol natural”. Não há padrões fixos; o Espírito de Deus sopra onde quer (Jo 3.8) – de maneira distinta em diferentes pessoas. No entanto, os efeitos são substancialmente os mesmos: “Você o escuta” – o som da nova vida e da vitória. A vida está num nível superior.
Nessa nova vida, há momentos de desejo do Espírito. Há circunstâncias em que o desejo do Espírito está sobre você; você se sente profundamente cristão, sacrifica-se completamente e é um cristão fervoroso. Todavia, isso é periódico; vem e vai. O desejo do Espírito é seguido pelo desejo da carne, e eles são antagônicos, “estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gl 5.17). O desejo do Espírito e o desejo da carne anulam-se mutuamente, e você fica dividido, ineficaz.
O motivo desse confronto? Provavelmente este: o desejo da carne é o subconsciente não convertido. Os três estímulos residem no subconsciente: ego, sexo e necessidade de grupo. Esses estímulos, por meio de propensões inatas e hábitos humanos, desejam se completar – cumprir-se sem a nova vida do Espírito e, às vezes, de maneira contrária a ela. A vida do Espírito habita no consciente. Assim, o consciente e o subconsciente têm propósitos divergentes.
Isso produz um tipo de vida com altos e baixos. Às vezes, é a vida do Espírito que impera e, em outras, é o desejo da carne. A vida espiritual é instável. Alternamos entre frio e calor; não mantemos o “calor espiritual”. Um garoto, profundamente impressionado com as Cataratas do Niágara, tentou levar para casa, dentro de uma garrafa, um pouco da água com a lembrança completa da cena. Enquanto derramava a água na frente da família, ele suspirou: “Ué, está morta”. Quando tentamos, com as próprias mãos, reter a maravilha e o poder da nova vida, ela muitas vezes morre quando é liberta. Não consegue “chegar do outro lado”.
Ó Espírito de Deus, quero conhecer a plenitude contínua do Espírito. Eu te quero, não como uma ação periódica, mas como uma atmosfera contínua. Eu te quero como uma Presença, sempre ao meu lado e sempre disponível. Amém.
Afirmação do dia: “Aquele que começou boa obra em vocês vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).
Retirado de O Caminho [Stanley Jones]. Editora Ultimato.









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