O terceiro aumento deste ano no preço do diesel começa a vigorar nesta terça-feira (10) nas refinarias. De acordo com a Petrobras, o preço médio de venda de diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro, reajuste de 8,8%. Os preços de gasolina e do gás de cozinha permanecerão inalterados.
O aumento, em tese, não é repassado imediatamente ao consumidor, mas a previsão é que a alta seja de 4% a 5% nos postos de combustíveis. Na última semana, o preço médio do diesel nos postos do país era de R$ 6,630 o litro, de acordo com o levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Caso a expectativa se concretize, o valor médio passará para R$ 6,96 o litro.
Segundo a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da petroleira no preço pago pelo consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 por litro.
A empresa justificou o aumento ressaltando que o último reajuste ocorreu há dois meses, em 11 de março, quando “refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado”.
“Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”, informou a estatal.
Na semana passada, o presidente da empresa, José Mauro Coelho, havia defendido a política de preços da companhia ao responder sobre as reclamações do presidente Jair Bolsonaro dos aumentos constantes, em entrevista sobre o lucro recorde do primeiro trimestre deste ano.
A petroleira aponta que, no momento, há uma redução na oferta de diesel, que pressiona os preços globalmente. “Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, frisou.
As refinarias da petroleira operavam com utilização de 93% da capacidade instalada no início de maio, “considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade”, ou seja, perto do nível máximo, mas ainda aquém da demanda doméstica. (R7)











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