Na volta de mais uma campanha, os discípulos sentiram-se aborrecidos por ter de parar em Samaria. Apesar do cansaço, eles vão buscar comida para Jesus, porém este, em vez de comer, parece preferir gastar seu tempo conversando com uma mulher à beira de um poço. Ele afirma que tem uma comida que eles não conhecem – fazer a vontade do Pai.
O que Jesus havia visto naquela mulher? Ele viu uma mulher despertando espiritualmente, enquanto os discípulos viram apenas um poço e uma samaritana com um balde nas mãos. Jesus quer que eles esqueçam os preconceitos e abram os olhos para ver as possibilidades daquela hora.
E nossos olhos, para onde estão voltados? Para os problemas? Para os erros do próximo? Para nossos preconceitos?
Jesus nos exorta: “Abram os olhos e vejam os campos”. Ele vê o injustiçado, os doentes, os povos que ainda não tiveram a oportunidade de ouvir a Palavra de Deus, as famílias que sofrem em meio a guerras, os muçulmanos, os hinduístas, os budistas…
E nós, será que estamos dando a devida atenção àqueles por quem Jesus morreu? Será que de fato estamos dispostos a “perder” tempo tentando conhecer o outro e contar a ele as boas novas do evangelho?
Jesus conversou com a mulher, despertou a curiosidade dela e comunicou-lhe o evangelho.
E se eu fosse aquela mulher? O que eu faria após ouvir a maravilhosa notícia de Jesus? Guardaria o tesouro recebido só para mim ou compartilharia com todos?
A samaritana vai à cidade e retorna, mas agora trazendo uma multidão de pessoas querendo ouvir a Jesus.
Quanto nossos olhos estão abertos para enxergar multidões famintas da Palavra de Deus? Estamos dispostos a ver as necessidades da Síria, do Iraque, da China, da Índia, de Moçambique?
Perdoa-nos, Senhor, pela miopia espiritual que nos impede de participar da grande tarefa que nos confiaste. Abre nossos olhos. Usa nossas vidas.
Fonte: Ultimato – Devocional Dário









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