Feliz é aquele que tem por seu auxílio o Deus de Jacó, cuja esperança está em Jeová, seu Deus. (Sl 146.5)
A felicidade nunca acontece numa sala fechada, em cuja porta, do lado de fora, uma tabuleta avisa: “Não entre sem ser chamado”. A felicidade não depende do isolamento; não depende do silêncio; não depende de calmarias; não depende de acessórios nem assessores; não depende da ginástica do chamado “pensamento positivo”; não depende da repetição mecânica de orações e de frases otimistas; não depende de mentiras inteligentes e bem elaboradas. Em vez disso, a felicidade tem de conviver com a maldade, com o sofrimento, com a inimizade alheia, com a morte, com a realidade presente e histórica.
Perderíamos a confiança no salmista se todos os salmos fossem de felicidade. Ainda bem que há salmos sombrios, que descrevem situações bastante adversas, como culpa, doença, angústia, depressão, perseguição, perigo, abandono, traição, crise existencial etc.
O fato é que a expressão “como é feliz” (ou “bem-aventurado aquele que”) aparece mais vezes em Salmos do que em qualquer outro livro da Bíblia. São pelo menos 23 referências. A primeira está no primeiro verso do Salmo primeiro: “Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios”. E a última está quase no final do livro: “Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus, que fez os céus e a terra” (Sl 146.5). Dos 150 poemas, seis começam com a afirmação “como é feliz” (1.1; 32.1; 41.1; 112.1; 128.1) ou “como são felizes” (119.1).
Para o salmista, são felizes os que se portam com retidão (1.1; 89.15; 94.12; 106.3; 119.1-2), os que confiam no Senhor (84.12), os que temem o Senhor (112.1; 128.1), os que se refugiam no Senhor (2.12; 34.8; 146.5), os que recebem o perdão do Senhor (32.1) e os que se interessam pelo pobre (41.1).
Retirado de Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos, [Elben César]. Editora Ultimato.










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