Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. (João 15.6)
Quando eu era um monge, lia a missa diariamente. Eu me enfraquecia tanto com oração e jejum que não conseguiria continuar daquela forma por muito tempo. Porém, todos os meus esforços não podiam me ajudar na menor das tentações. Eu nunca teria o direito de dizer a Deus: “Olhe para tudo isso que eu fiz e sê misericordioso comigo”. O que eu consegui com todo esse esforço? Nada. Apenas me atormentei, arruinei a minha saúde e desperdicei o meu tempo. Agora sou forçado a ouvir o julgamento de Cristo: “Você fez todas essas coisas sem mim. É por isso que elas não têm valor algum. As suas obras não fazem parte do meu reino. Elas não podem ajudar você, ou qualquer outra pessoa, a obter a vida eterna”.
Nessa passagem Cristo passou um julgamento terrível sobre todas as obras – não importa quão grandes, gloriosas e lindas elas possam parecer. Se elas são desempenhadas sem Cristo, não têm valor algum. Elas podem ser grandes, excelentes e preciosas aos olhos do mundo, mas no reino de Cristo e diante de Deus nada são. Elas não nascem dele nem permanecem nele. Elas não passarão no teste de Deus. Como Cristo diz, serão lançadas ao fogo como se fossem galhos podres ou secos, sem qualquer seiva ou força. Assim, deixe que outros entalhem esses galhos e vejam o que podem criar sem Cristo. Deixe que eles tentem criar um novo nascimento a partir de suas boas obras. Deixe que eles tentem criar uma árvore do seu fruto. Não importa o que façam, todas as suas obras serão equivalentes a um grande zero.
Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.
Fonte: Ultimato – Devocional Diário









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