Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. (João 1.7)
Meus inimigos me acusam de ensinar que somente Deus deve ser respeitado e reverenciado. Eles alegam que eu ameaço os santos como se eles nunca tivessem feito algo bom ou útil em suas vidas. Eles perguntam: “Você não diria que pelo menos João Batista era digno de alguma coisa?”.
Eu não desprezei João. Eu o honro e respeito. Contudo, João é um servo do Senhor, e não o próprio Senhor. João aponta para a verdadeira Luz e leva as pessoas a ela, mas ele não é a Luz. Certamente ele tinha um papel mais importante do que os profetas. João não profetizou como outros profetizaram, que o Senhor viria um dia desses. Em vez disso, ele apontou com o dedo para o Senhor que estava lá mesmo e disse: “Vejam, lá está ele!”. É por isso que respeito João grandemente. Sou grato por Deus ter nos dado um profeta tão fiel, cuja boca falou sobre a verdadeira Luz e cujo dedo apontou o Cordeiro de Deus. Entretanto, eu não dependerei de João para ser salvo. Eu não posso confiar em sua santidade, vida contemplativa e boas obras. João admitiu que ele não era o Messias quando disse: “Eu não sou o Cristo” (Jo 3.28). Porém, em relação a Cristo, disse: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).
Cristo disse que João era o maior entre todas as pessoas já nascidas (Mt 11.11) e que ele era muito mais do que um profeta (Mt 11.9). Porém, João não era a Luz. Assim, se a santidade, vida contemplativa, roupas e alimentos estranhos de João e sua recusa em beber vinho não podem me ajudar a obter a vida eterna e a salvação, então qualquer santo que seja menos significante do que João poderá fazer menos ainda por mim.
Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.









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