“A língua tem o poder de vida e morte; quem a ama comerá do seu fruto.”
Provérbios 18:21
Às vezes tratamos as palavras como se elas não custassem nada, como se sumissem no ar assim que saem da boca. Mas quem já foi marcado por uma frase dita anos atrás, ou já viu uma palavra de ânimo mudar o rumo de um dia difícil, sabe que não é bem assim. As palavras carregam peso. Ficam.
O provérbio não diz que a língua tem “influência” ou “impacto”. Diz que ela tem poder de vida e morte, a mesma linguagem forte que a Bíblia usa para decisões que realmente importam. E depois vem a parte mais reveladora: “quem a ama comerá do seu fruto”. Não é só sobre o efeito nos outros, é sobre nós mesmos: acabamos colhendo o que a nossa própria boca planta, em quem nos tornamos, no tipo de relação que construímos, na paz ou na guerra que carregamos para dentro de casa.
Isso não significa que cada palavra precisa ser perfeita, nem que um deslize condena alguém para sempre. Significa que vale a pena parar antes de falar, porque a língua não é neutra: ela está sempre plantando alguma coisa, vida ou morte, em quem escuta e em quem fala.








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