Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.
Apocalipse 2:4
A advertência dada à igreja em Éfeso serve como uma poderosa metáfora para muitos casamentos cristãos. Geralmente, os relacionamentos começam com uma chama intensa, onde o tempo investido mutuamente é abundante e a admiração é amplamente verbalizada. No entanto, o peso esmagador da rotina implacável, as cobranças financeiras e as tarefas podem transformar o matrimônio em uma mera parceria administrativa, apagando a intimidade através de uma familiaridade mecânica e distante.
É perfeitamente possível manter a casa funcionando em ordem, cumprindo obrigações com absoluta excelência, e ainda assim perder a essência vital da aliança. Quando abandonamos o nosso primeiro amor, paramos de conquistar o nosso cônjuge diariamente. Palavras encorajadoras são gradativamente trocadas por queixas ásperas ou por um silêncio gelado. A advertência divina não existe para gerar uma culpa paralisante, mas é um chamado urgente e gracioso ao arrependimento prático.
Resgatar a doçura perdida exige intencionalidade absoluta. Não podemos sentar passivamente e esperar que o romance ressurja magicamente do nada. Precisamos lembrar as atitudes carinhosas do início e praticar ativamente as nossas primeiras obras. Quando convidamos o Senhor para reinar novamente sobre a nossa aliança, o Espírito Santo concede a preciosa humildade para pedir perdão, reacendendo a ternura e restaurando integralmente o encanto que um dia nos uniu.








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