18 de abril de 2026.
  • INÍCIO
  • POLÍTICA
  • POLICIAL
  • ESPORTES
  • PAJEÚ
  • VIAGEM AO PASSADO
  • ARCOVERDE
  • TELEFONES ÚTEIS
Governo do Estado de Pernambuco
Prefeitura de Arcoverde
Home Economia

Preços dos combustíveis e das contas de luz caem e puxam a maior deflação da história

Romero Moraes por Romero Moraes
9 de agosto de 2022
emᅠ Economia
A A
0
Preço da gasolina sobe nos postos após 12 semanas em queda; diesel também avança
Compartilhe nosso conteúdo:

As reduções dos preços dos combustíveis (-14,15%) e das tarifas de energia elétrica (-5,78%) aliviaram o bolso dos brasileiros e contribuíram para a primeira deflação brasileira desde maio de 2020. Em julho, a inflação oficial caiu 0,68%, o menor resultado da série histórica do índice, iniciada em janeiro de 1980, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo com a variação negativa, o IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registra alta de 10,07% no acumulado dos últimos 12 meses, resultado ainda acima do dobro do teto da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%). No ano, o índice tem alta de 4,77%.

A deflação do mês é justificada pela redução das alíquotas do ICMS sobre gasolina e energia elétrica nos estados e pelo corte do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim de 2022. Na avaliação das instituições financeiras, o alívio deve ser sentido pelas famílias até o fim deste ano.

Para Pedro Kislanov, gerente responsável pela pesquisa, as movimentações tiveram efeito sobre os grupos de transportes (-4,51%) e de habitação (-1,05%). “Foram esses dois grupos, os únicos com variação negativa do índice, que puxaram o resultado para baixo”, afirma ele.

No mês, os preços da gasolina caíram 15,48% e os do etanol, 11,38%. A gasolina, individualmente, contribuiu com o impacto negativo mais intenso entre os 377 subitens que compõem o IPCA. Além disso, foi registrada queda no preço do gás veicular (-5,67%)

Kislanov destaca que, além da redução da alíquota de ICMS cobrada sobre os serviços de energia elétrica, outro fator que influenciou o recuo do grupo habitação foi a aprovação das Revisões Tarifárias Extraordinárias de dez distribuidoras espalhadas pelo país, o que acarretou redução nas tarifas a partir de 13 de julho.

Alimentação
Na contramão do resultado do índice, os itens do segmento de alimentação e bebidas ganharam ritmo e tiveram a maior variação do IPCA em julho, de 1,3%. O resultado foi puxado pelo leite longa vida, que subiu mais de 25%, e por derivados do leite como queijo (5,28%) e manteiga (5,75%).

“Essa alta do produto [leite] se deve, principalmente, a dois fatores: primeiro porque estamos no período de entressafra, que vai mais ou menos de março até setembro, outubro, ou seja, um período em que as pastagens estão mais secas e isso reduz a oferta de leite no mercado, e o fato de os custos da produção estarem muito altos”, explica Kislanov.

A alta do leite contribuiu especialmente para o resultado da alimentação no domicílio, que acelerou de 0,63%, em junho, para 1,47%, em julho. Outro destaque foram as frutas, com alta de 4,4%. Entre as quedas, os maiores recuos de preços vieram do tomate (-23,68%), da batata-inglesa (-16,62%) e da cenoura (-15,34%).

Vestuário e saúde
Outros grupos que contribuíram para o resultado negativo da inflação foram vestuário, com uma desaceleração de 1,67% para 0,58%, após apresentar a maior variação positiva entre os grupos pesquisados nos meses de maio e junho, e saúde e cuidados pessoais (0,49%).

Segundo Kislanov, o efeito no setor têxtil foi puxado pela forte queda no preço do algodão, que é uma das principais matérias-primas do setor. As roupas masculinas passaram de 2,19%, em junho, para 0,65%, em julho, enquanto as roupas femininas foram de 2,00% para 0,41%. Os calçados e acessórios (1,05%), por sua vez, tiveram variação um pouco abaixo da verificada no mês anterior, quando registraram 1,21%.

Entre os itens que compõem o grupo de saúde e cuidados pessoais, a deflação ocorreu com uma desaceleração dos preços dos planos de saúde (+1,13%), na comparação com o mês de junho (+2,99%), e com queda de 0,23% dos itens de higiene pessoal, ante alta de 0,55% em junho. (R7)

Tags: Economia
Compartilhe no Facebook!Envie no WhatsApp!

NotíciasRelacionadas

Governo prevê salário mínimo de R$ 1.088 em 2021
Economia

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.630 para 2026 e prevê crescimento do PIB de 2,5%

15 de abril de 2025
Petrobras anuncia redução de 2,9% no preço do diesel nas refinarias a partir deste sábado (10)
Economia

IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,35% em setembro, puxada por alta na gasolina

26 de setembro de 2023
Governo revê estimativa de inflação, e salário mínimo em 2022 pode subir para R$ 1.200
Economia

Governo envia diretrizes do orçamento prevendo salário mínimo de R$ 1.389 em 2024

15 de abril de 2023
Mais notícias
Próximo Post
Amupe promove capacitação em eSocial para servidores municipais

Amupe promove capacitação em eSocial para servidores municipais

Deixe seu comentário:

No Result
View All Result

INDEXBrasil - © Blog Mais Pajeú 2025 - Todos os direitos reservados.

No Result
View All Result
  • INÍCIO
  • POLÍTICA
  • POLICIAL
  • ESPORTES
  • PAJEÚ
  • VIAGEM AO PASSADO
  • ARCOVERDE
  • TELEFONES ÚTEIS

INDEXBrasil - © Blog Mais Pajeú 2025 - Todos os direitos reservados.