Em entrevista coletiva concedida neste domingo (9), autoridades do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Defesa Civil de Minas Gerais confirmaram que 10 pessoas morreram após parte de uma estrutura rochosa desabar e atingir quatro embarcações na região dos cânions em Capitólio, no sul do Estado, no último sábado (8). Mais de 30 pessoas ficaram feridas.
Segundo o delegado Marcos Pimenta, não há mais informações de pessoas desaparecidas além das que estavam na lancha Jesus, principal embarcação atingida durante o desmoronamento.
Os corpos encontrados foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) da cidade de Passos, onde o reconhecimento será realizado.
O primeiro corpo identificado e liberado foi o de Júlio Borges Antunes, de 68 anos, de Alpinópolis, no interior de São Paulo.
As vítimas são:
- Júlio Borges Antunes, 68 anos, natural de Alpinópolis (SP);
- Homem, 40 anos, natural de Betim (MG);
- Mulher, 43 anos, natural de Cajamar (SP);
- Mulher, 18 anos, natural de Paulínia (SP);
- Homem, 68 anos, natural de Anhumas (SP);
- Mulher, 57 anos, natural de Itaú de Minas (MG);
- Homem, 37 anos, natural de Itaú de Minas (MG);
- Homem, 14 anos, natural de Alfenas (MG);
- Homem, 24 anos, natural de Campinas (SP);
- Homem, 35 anos, natural de Passos (MG)
Equipes que atuam nos trabalhos de buscas encontraram sete corpos ainda no sábado; um corpo foi encontrado na manhã deste domingo e outros dois no início da tarde. O trabalho de resgate contou com cerca de 50 militares, entre bombeiros e homens da Marinha, 11 mergulhadores, quatro lanchas e três motos aquáticas. Outras sete viaturas apoiam os trabalhos.
O que causou o desmoronamento?
Apesar de não haver uma confirmação oficial sobre o que pode ter causado o rompimento de parte da rocha, a Defesa Civil de Minas Gerais emitiu um alerta às 10h22 do sábado sobre a possibilidade de ocorrência de uma cabeça d’água em Capitólio devido às chuvas intensas que atingem a região; o acidente ocorreu por volta das 11h.
Em nota, a Marinha do Brasil informou que vai abrir um inquérito para investigar as causas do rompimento da estrutura. O Corpo de Bombeiros disse que cabe à Marinha, que controla a área, informar sobre as autorizações para o passeio turístico.
Em uma segunda nota, a Marinha confirmou que os aspectos relacionados à segurança também serão investigados.
“O inquérito aberto para apurar as circunstâncias do acidente/fato ocorrido analisará os aspectos sobre a segurança da navegação, a habilitação dos condutores envolvidos, o ordenamento aquaviário. A Prefeitura de Capitólio tem regulamentado, por meio do Decreto no 32, de 27 de fevereiro de 2019, o ordenamento do espaço aquaviário sob sua jurisdição. Nesse sentido, a Marinha comunica que toda a área de interesse encontra-se interditada, para as devidas verificações”, diz a nota.
Ao Cidade Alerta, o tenente Pedro Aihara do Corpo de Bombeiros afirmou que tombamentos de partes rochosas como o que ocorreu em Capitólio são raros.
“O cânion é um área formada por rochas sedimentares que são muito mais suscetíveis a essa atuação da água e dos ventos. Nesse local já existia uma falha natural pré-existente e, provavelmente, pelas fortes chuvas que acontecem na região houve uma saturação do solo com a água e uma perda de resistência (…) geralmente, nessa situação, ocorrem desprendimentos de pequenos blocos de terra que não oferecem esse tipo de risco”.(R7)











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