A minha nomeação para Ministro do Empreendedorismo, sobre ser uma honra para qualquer servidor público de carreira, terminou por acarretar tensões no meu partido, o PSB, que são, sob todos os aspectos, indesejáveis.
É indispensável que o governo, desde logo, possa gastar a sua energia para continuar melhorando a vida da população, com inclusão e combate às desigualdades.
Desta forma, conquanto se cuide de prerrogativa do Chefe do Poder Executivo, mas também espaço de indicação partidária, não me sinto à vontade para seguir à frente da pasta, sabendo que tal continuidade, por motivos alheios à minha vontade e à minha pessoa, alimenta tais tensões.
Não reivindiquei, não articulei, não angariei apoios, não busquei patrocínio, visando a tal nomeação, porque a política, antes de ser feita em torno de personalismos, deve se fazer em torno de projetos.
Com responsabilidade com o governo do qual fazemos parte, busca-se unidade e pacificação.
Ainda que como Secretário Executivo fosse natural tão honrosa investidura, critério sabiamente afirmado pelo Presidente da República, lastreada, também numa trajetória de mais de 40 anos, o certo é que precisamos, rapidamente, superar divergências e começar a trabalhar em favor do Brasil.
Na administração pública é natural a nomeação e a exoneração dos cargos, por mais relevantes, dada a sua natureza mesma de transitoriedade.
O importante é o que fazemos quando os ocupamos: se servimos ao coletivo ou a interesses dissociados da dura realidade do nosso povo.
Saio da honrosa condição de Ministro de cabeça erguida, pois nasci num território onde os homens e mulheres sempre estiveram de pé.
Se o tempo foi curto, não há problema, a vida é breve.
Agradeço ao Presidente Lula tamanha distinção. Desde 2023 sirvo ao seu projeto de reconstrução e transformação do Brasil. Que o nosso PSB, de Mangabeira, de Arraes, de Eduardo Campos, de Geraldo Alckmin, de João Campos – que nos lidera em quadra tão desafiadora – de tantos que lutaram pelas franquias democráticas e contra as injustiças, tenha cada vez mais consciência da tarefa que lhe pesa sobre os ombros. Os cargos, esses são passageiros, mas o ideal, permanece e é ele que nos guia, sempre!











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