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Afogadense escreveu o hino do Recife entre outras grandes obras e é homenageado dando nome ao arquivo público

Romero Moraes por Romero Moraes
19 de abril de 2021
emᅠ Destaque, Viagem ao Passado
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Afogadense escreveu o hino do Recife entre outras grandes obras e é homenageado dando nome ao arquivo público
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Na manhã deste sábado (17) foi inaugurado o Arquivo Público Municipal de Afogados da Ingazeira. Estiveram presentes o prefeito Sandrinho Palmeira, o vice Daniel Valadares, o vereador e ex adjunto de cultura César Tenório, o secretário de cultura e esportes Augusto Martins, Romero Moraes representante do blog Mais Pajeú, historiadores e funcionários públicos.

Sobre esta inauguração falaremos em uma outra matéria mais detalhadas, aqui vamos falar do afogadense Manoel Arão que deu nome ao Arquivo Municipal, confira quem foi ele:

MANOEL ARÃO DE OLIVEIRA CAMPOS, foi um escritor, historiador, teatrólogo, jornalista e poeta, pertencente à estética naturalista brasileira e integrante da Academia Pernambucana de Letras.


Sobre seu nascimento, pairam dúvidas. Consta nos arquivos da Academia Pernambucana de Letras e da Fundação Joaquim Nabuco (sem comprovação documental) que Manoel Arão nasceu no dia 11 de janeiro de 1876. Na Loja Maçônica Cavaleiros da Cruz, da qual era membro efetivo, a referida data é 11 de janeiro de 1874. Na lápide de seu túmulo no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, consta o dia 11 de janeiro de 1875. Já no artigo intitulado “Ficção Brasileira”, a Profa. Dra. Germana Maria Araújo Sales, pesquisadora, anota que a data é 11 de janeiro de 1873.


Filho do Capitão José Mateus Coimbra Campos e da Senhora Francisca Joaquim de Oliveira Campos, Manoel Arão, nasceu no município de Afogados da Ingazeira, à época, Vila de Misericórdia, Sertão do Pajeú, estado de Pernambuco. Manoel Arão de Oliveira Campos faleceu no dia 14 de janeiro de 1930.


Era escritor, pertencia ao período literário denominado Naturalismo, jornalista, teatrólogo e poeta, tanto que chegou a integrar a Academia Pernambucana de Letras (APL) e o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHG-PE).


Homem de vasta cultura, desde cedo demonstrou seu potencial nos campos literário e polemista, tendo criado, aos quatorze anos de idade, um jornal de pequena circulação em sua cidade natal denominado A Pátria, do qual alguns exemplares podem ainda ser encontrados na Biblioteca Pública Estadual e no IAHG-PE.


Contando a idade de 15 anos, após uma rápida estada em Caruaru (PE), foi morar no Recife. Foi na capital pernambucana que efetuou seu curso superior na Faculdade de Direito do Recife, tendo ainda colaborado em revistas literárias e jornais diários. Fundou o jornal literário “Vanguarda” e o “Jornal de Domingo”, este que era o suplemento literário do Diário de Pernambuco. Colaborou com artigos nos seguintes jornais: Gazeta da Tarde, Jornal do Recife, Lanterna Mágica, A Província e no Diário de Pernambuco, chegando a ser redator do mais antigo jornal da América Latina, cargo que exerceu entre os anos de 1893 e 1901.
Como homem de letras, não se limitou às atividades mencionadas. Chegou a escrever romances, crônicas, ensaios, crítica, poesia, dramaturgia, bem como matérias científicas e religiosas.


Algumas de suas obras:
Autoria do Hino do Recife
Íntimas: versos, publicado no Recife (PE), em 1896.
Adúltera: romance, publicado em Ilhéus (BA), em 1897.
Notas Pessimistas: crítica escrita em parceria com Ernesto de Paula Santos e publicada no Recife (PE).
Magda: romance publicado no Recife (PE), no ano de 1898, com 294 páginas.
Drama e Ódio: teatro em 3 atos publicado na Bahia, em 1890.
Uma Resposta Devida: polêmica publicada no Recife (PE), em 1900.
Transfiguração: romance publicado em Portugal, no ano de 1908.
Visão Estética: outra crítica publicada no Recife (PE), em 1917.
O Problema do Ensino: tese sua publicada no Recife (PE), em 1917.


O Claustro foi seu romance mais conhecido, cujo ano de publicação pode ter sido 1918 ou 1919, é um libelo contra a “psicopatia das profissões religiosas”, subtítulo deste romance preocupado em apontar anormalidades e vícios dos meios católicos, tema muito caro aos naturalistas.


A Legenda e a História na Maçonaria: publicado no Recife (PE), em 1919, esta obra reúne filosofia, simbolismo, lendas e mistérios que permeiam a história da Maçonaria, constituindo um compêndio rico em informações úteis para estudos de membros da Ordem, bem como de outros não maçons que queiram enriquecer seu conhecimento histórico. O autor apresenta ao leitor temas diversificados, tais como: Os Mistérios dos Magos; Indra, Zoroastro e Buda; Os Primeiros Maçons; O Bramanismo e sua Ação; As Primeiras Sociedades Secretas; O Templo de Salomão; A Legenda de Hiram; Os Mistérios Eleusianos; Os Mistérios Hebreus e Dionisíacos; Os Mistérios Délficos; Os Essênios; e Os Templários. Atualmente, a Madras Editora detém os direitos autorais da obra, sendo sua edição mais recente a do ano 2004.


Liturgia Maçônica: foi uma tese apresentada no Congresso Maçônico , no Rio de Janeiro (RJ), em 1915.
História da Maçonaria no Brasil: publicada em 1927.
Os Quilombos dos Palmares: um ensaio, publicado na Revista do IAHG-PE, em Recife (PE), no ano de 1922.
Clepsydra: Obra que reúne contos e que não foi publicada.
A Mensageira – –Revista literária dedicada à mulher brasileira.

Nas palavras de Manoel Arão:
“As minhas paixões não podiam morrer porque
serão imensas, e o que é imenso é eterno.”

Tags: Afogados da IngazeiraViagem ao Passado
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