Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim?
Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Até quando terei inquietações no íntimo e tristeza no coração dia após dia?
Salmos 13:1-2
Quando a doença se arrasta por semanas, meses, às vezes anos, é natural perguntar até quando isso vai durar. A fé não elimina o cansaço de um corpo que dói todos os dias, nem apaga a vontade de saber quando tudo isso vai passar.
Davi faz exatamente essa pergunta, quatro vezes seguidas: até quando, até quando, até quando. Ele não esconde a sensação de abandono, de rosto escondido, de tristeza que não sai do coração dia após dia. Essa é uma oração real, sem verniz de espiritualidade forçada.
A Bíblia dá espaço para o lamento. Você não precisa fingir que está bem para orar. Pode dizer a Deus exatamente o cansaço, a dúvida, a sensação de que ele está distante, porque isso também é uma forma legítima de oração.
O mesmo salmo que começa com essas perguntas termina, poucos versículos depois, com uma virada: Davi escolhe confiar no amor leal de Deus, mesmo sem receber resposta para o “até quando”. Isso não invalida o lamento, mostra que lamento e confiança podem existir na mesma oração, no mesmo dia difícil.









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